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15 de maio de 2011

Uma foto, uma história XI

Levantar?
"Mas eu vou dar a volta por cima
A dor muitas vezes ensina
Vai meu samba, pra ela dizer
Que eu sou bom aprendiz 
E ainda posso ser muito feliz."
(Arlindo Cruz)
 
O que torna a vida mais engraçada do que ela já pode ser. Não é fato de tropeçar, esbravejar e ficar no chão. E sim se levantar, analisar os erros, rir deles e tentar de novo. Quantos "Nãos" forem necessários para se chegar aos "Sims" que realmente interessam.


a frase. "Perseveras e triunfarás."



e o som? to pelo samba. Som do Dudu cantado pelo Zeca. Pra fechar.

Zeca Pagodinho - Posso até me apaixonar

15 de março de 2011

Uma foto, uma história X

Charrua vs Curitiba 2007 - Foto por Diogenes Machado "Yoyo"
Nesse mesmo naipe de motivação, ou de se manter motivado (que normalmente é o mais difícil). Nos seguramos nas lembranças que mostram que os nossos sonhos podem ser alcançados.
Com muito suor e dedicação. Mas antes disso tudo, com a tal da motivação. Para que em 2011 tenha mais fotos como esta, com alguns rostos iguais e outros bem diferentes de 2007. Mas com a mesma camisa e com o mesmo índio no peito.
Não Tá Morto Quem Peleia!

13 de fevereiro de 2011

-Bom dia.

      Era 07:04 da manhã, fazia bastante frio - típico do local e da época do ano. A porta do casebre abria por volta das 07:15 e eu aguardava sentado na grama molhada. Cheio de coragem, sem máscaras, nem tiradinhas estratégicas. Era eu, meu medo, minha vontade e o tempo, que ousava sair do compasso a todo momento.
      Já tinha perdido a conta de quantas vezes tinha ido até o casebre, pra ver a porta abrir e dar bom dia. De quantos quilômetros percorri, quantas vozes ouvi. Já tinha perdido tudo. Só não sabia. E nesse momento, em que perdemos o controle das coisas, em que o relógio corre feito louco e o coração dispara.



      Nesse exato momento, as nuvens que escondiam o sol davam seu sinal. E o sereno virava chuva, chuva que caia bem de leve, quase sem perceber. Discreta e implacável, como o tempo que já tinha passado e o silêncio que acabava de ir embora.
A fechadura enferrujada avisava: olhos apreensivos, sorriso discreto.
-Bom dia.

Tenho saudade do tempo em que as dificuldades eram reais.
Distâncias, tempo curto, missões impossíveis.
Sem jogos de mentiras e verdades.

som. Porra eu tô com esse som na cabeça, já faz um tempo. um Frango 64 das antiga. Peeeeega!
Frango 64 - Frango Song

"Pelo menos uma vez!
Tente olhar pra trás, ver o que fez
Veja se valeu a pena sua vida
Veja se tudo foi alegria."

19 de janeiro de 2011

Uma foto, uma história IX

Filho de Deus, né?
      E nem deu tempo... Mais tempo? Pra que? Para olhar cheio de orgulho todas aquelas conquistas do ano que passou, as mudanças que ninguém esperava (nem mesmo tu), para valorizar as pessoas, para agradecer. Parando pra pensar um pouquinho (só um pouquinho), nunca da tempo. Independente da nossa situação, da nossa condição, poucas almas de nobre coração realmente valorizam o que passou - assim, sem se importar de como estão as coisas agora. E sim só pelo fato de ter realmente significado alguma coisa. Obrigado.

e o som? Gorillaz - Feel Good Inc.

"And all I wanna hear is the message beep.
My dreams, they've got to kiss, because I don't get sleep, no.."

17 de janeiro de 2011

Versinho

Sentei pra fazer um versinho
Com saudade da caneta e do papel
Um pouco tímido, cheguei de mansinho
A inspiração é minha vontade
Já que a falta do meu amor
É grande e tira o brilho da cidade
Cidade que já foi mais envolvente
E que agora me abandona
Não me deixa tão contente
Alegria eu teria
Se tivesse aqui, mais gente
Nessa noite tão vazia
E nesse clima tão quente
Matei minha saudade sozinho
Da caneta e do papel
Termino esse versinho















Recordar é viver.

6 de dezembro de 2010

Uma foto, uma história VIII

Rostirolla, Artois, Martins / Leo, Stella, Luquinhas - Punta del Este - 2008
      Eu não gosto da tua cara, eu não gosto da tua voz, eu não gosto do teu cabelo, eu não gosto do teu estilo, eu não gosto de ti. Mas eu sinto falta do teu feeling. E tu faz a diferença. 

"Leo: Tá ligado essa mina?
Lucas: Tô.
Leo: Muito gata, sempre vejo ela jogando, mas não sei qualé.
Lucas: Eu também! Mas faz tempo né?
Leo: Tipo já faz uns quatro anos que vejo ela jogar... hahaahahhaa.
Lucas: Eu também! hahahahahha."

Um irmãozinho que o rugby me trouxe. Sobre a vibe fora de campo eu nem vou comentar, das correrias, das patifarias, dessa ladaia toda aí. Das situações que passamos, da vida que levamos. Nem cabe.

"Leo: Caralho! Tu viu o tackle dela?!
Lucas: Vi..."
Leo: É. Alguém tem que tacklear nessa relação.
Lucas: ¬¬. Obrigado."

      Me ajuda a lembrar das velhas influências, do que aprendemos em jogos perdidos, de todo o entrosamento, da confiança, da nossa geração de potencial, de que queremos sempre o lugar mais alto a qualquer custo.

"Lucas: Negão tu te lembra daquele try contra o Guará? Acho que foi 2007.
Leo: Foi 2008.
Lucas: Isso! Varias fases perto das 5 dos caras, no meio da pagodeira eu fui abrir pra linha, onde já tava sobrando uma galera! Forcei o passe, quando olhei tu tava no meio do caminho pra receber e ir pro contato. Só deu tempo de abrir os braços, a bola passou raspando a tua barriga e caiu na mão do Robinho que abriu até a ponta TRY!"

Eu sempre conto essa história.
      E Lages? Canela? Punta? Bento? Guaíba? Porto? E a paçoca que tu me tira do bolso no meio do jogo? ;s Deixa pra lá... hahahaha
2011 tá aí e o que é nosso tá guardado irmão.


e o som?
Streetlight Manifesto - Such Great Heights
e a frase. "Oito jogadores fortes e ativos, dois ligeiros e inteligentes, quatro rápidos e um último estilo sangue frio. Uma equipe de rugby é a proporção ideal entre os homens" - Jean Giraudoux

25 de novembro de 2010

Uma(s) foto(s), uma história VII

Por que?
Porque hoje é um dia especial!
      No sábado do dia 25 de novembro de 1989 nasceu uma estrela. Uma estrela que passou a encantar e iluminar a todos que estavam na sua volta, com uma intensidade enorme, sempre transmitindo uma alegria e um feeling que eu nunca encontrei em outras pessoas.
   Vinte e um anos de vida, cinco anos de amizade. Como diz um samba por aí: Uma amizade que nem a força do tempo irá destruir.
     Desde os tempos do vôlei no colégio, até as aulas de tarde, os horários falsos pra fugir do lugar comum. O tempo passa, as coisas mudam, mas essa amizade só se fortalece.
Negrinha! Parabéns! Tudo de melhor pra ti, que tu conquistes tudo que tu deseja. E que Deus ilumine cada vez mais a tua estrela. Grande Beijo!

15 de novembro de 2010

Uma foto, uma história VI

Despedida da mana.
      E quando as coisas mudam? Rápidas como um relâmpago no meio da noite chuvosa. E aí? O que se faz? Quando não se tem alternativa, quando se vê pessoas que sempre estiveram contigo em todos os dias da tua vida, irem embora.
   Quando quem ouve tuas mentiras, teus podres, tuas patifarias, te da conselhos, ora por ti. Em dois segundos some. Vai embora. Pra bem longe e tu não pode fazer nada com relação a isso, pois essa mudança vem pro bem (foi o que disseram). Não sabe a falta que faz, mesmo sabendo que vai voltar e falta pouco.
      Me lembro de uma situação que define muito bem as coisas:
Calça social, camisa social, sapato e suando a vodka de algumas horas atrás, entrei no quarto eram 3:30 da manhã.
-Lú!
-Que?
-Tá tudo bem?
-Tá!
-Aconteceu alguma coisa?
-O que tu quer ouvir primeiro. A mentira ou a verdade?
-A mentira!
-A noite foi boa, tudo sobre controle.
-E a verdade?
-Enchi meus canecos, bebi o dinheiro do taxi e voltei a pé. Ou melhor, correndo!
E o som?
Aquele Nando Reis pra acalmar meu coração leviano (como já dizia Paulinho)
Nando Reis - Não vou me adaptar
"Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia"

"Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar!"


Existem sentimentos que eu realmente não entendo.

4 de novembro de 2010

Uma foto, uma história V

Okey! Okey! Okey!
Fábinho e o seu tipinho - Outubro 2008
      E quando tu está preso. Preso? Sim! Preso! Preso a uma rotina, a pessoas, a relacionamentos, a necessidades. Quando se pensa "ih caralho e agora?"
      E agora? Agora tu aceita um convite pra ir jogar poker em um posto de gasolina perto de casa e depois disso passa a trabalhar em um lugar diferente, com pessoas diferentes que te tirem da estagnação (vou falar disso no futuro). E aí, na primeira oportunidade de fugir, se foge.
Quem nunca aqui né amigo!
Fugitivo e o comparsa, fiel escudeiro registrando o momento antes de ser expulso da festa que foi o marco nessa cumplicidade. Bebida liberada, muita gente bonita e muitos seguranças feios. A unica memória desse dia é essa. Por que memória boa se guarda na cachola.
Som.
Porque marcou esse ano e ainda segue dizendo bastante coisa quando Resolvemos as coisas.
Exaltasamba - Tchau e Bença
"E agora vem aqui. Dizer que vai mudar!
Dá vontade de rir. Não dá pra acreditar!
Pára de fingir, que papelão! Já me decidi. Adeus paixão!"

e a frase.
"Não importa o que se faça, o que importa é que a consciência esteja limpa."

17 de outubro de 2010

Uma foto, uma história IV

Podia faltar?
Mente pra mim?
Não né =D
      Acho que a foto caracteriza bem cada qual (?). Os nove anos de diferença, hoje não definem absolutamente nada, quem tem irmão mais velho sabe. Sabe de todos os exemplos que (não) seguimos, sabe o quanto é importante ter uma base forte (que não seja a tua) do teu lado. Para tomar como modelo, algumas decisões e outras não (com personalidade).
      Quando ele saiu de casa (por motivos que não vem ao caso), pensei "putz e agora?". Mesmo mais velho, mais dono do meu próprio nariz (não), nos acostumamos a certas coisas que demoram um pouco para sair da rotina, ou da forma de pensar e agir. Aquele ponto de referência não te acompanha mais e aquela cumplicidade que tu achava tão frágil? E agora?
      Agora nos tornamos (muito mais) amigos, agora saímos juntos, agora aproveitamos todo aquele tempo que um dia perdemos vivendo na mesma casa. Sem rotina, sem stress...
Muitas vezes discordamos.
Isso ainda acontece muito, mas agora é sobre uma marca de cerveja ou outra.

E o som?
Prestando as devidas considerações ao mano Cáco agente vai de Molejão.
Molejo - Caçamba
"Esta tudo aí?
Que papo legal!
Mas eu prometo que você vai ser o enredo do meu carnaval"

30 de setembro de 2010

Não nego

Remexendo em uma caixa esquecida aqui em casa atrás de alguns documentos, encontrei uma agendinha de 2004 cheia de folhas soltas bem dobradas e em uma delas havia um poema.
Recordar é viver...
Não nego - (Lucas Martins - 21 de Julho de 2004)
"Me faz de capacho, gato e sapato
Não nego
Trás pro presente, fico contente
Instante
Quase me acabo, viro um trapo
Me apego
Mais claro de frente, não olham agente
Te entrego
Me olha cansada, não faz quase nada
Silêncio
Corro um pouquinho, num beco sozinho
Escuro
Fico calado, um abraço isolado
Conforto
Diz que me ama, deitada na cama
Ilusão
Me vê indo embora, grita lá fora
Paixão
Saio quietinho, bem de mansinho
Não nego"

Existem coisas que realmente não mudam.

30 de agosto de 2010

Uma foto, uma história III

Apollo
Cometeria um erro grave se esquecesse dele.
Uma vez li em algum lugar que amor de cachorro é incondicional, que ultrapassa os limites de um ser humano, que a lealdade dele é insuperável e sim é verdade.
A falta que o nêgo faz na minha vida não é brincadeira, me lembro quando cabia no colo, quando já rosnava ao deixar ele preso no quarto, quando destruiu uma Bíblia da minha mãe, eu disse que tava comendo a palavra de Deus.
Muito parecidos não só fisicamente (não), mas o temperamento também, o nêgo me salvou de muitas, ele me ouvia, ele me entendia e sim, falava comigo. Existem coisas minhas que só ele sabe, existem coisas dele que só eu sei.
 Aprendi com ele muitas coisas que muitos cretinos, céticos que se acham donos da verdade nunca irão ensinar, valores que não se aprendem com pessoas, muito menos com palavras.
Saudade, saudade, saudade.
E a situação que sempre vem atona é:
"Tu sente falta de morar em Petrópolis?"
-Não.
"Tu sente falta das pessoas? Da casa? Dos vizinhos?"
-Não.
"Do que tu sente falta então?"
-Do nêgo.

E o som?
Art Popular - Canto da Razão

11 de agosto de 2010

Uma foto, uma história II

31 de dezembro de 2009 - Jurerê Internacional / Florianópolis - SC
Dois mineiros, duas paulistanas e um gaúcho em Floripa.
Essa história começa antes do dia 31 de dezembro, essa história começa uns dez dias antes, quando decepcionado com tudo e todos, pressionado por pessoas que estavam perto, eu fugi.
Fugi sem expectativa nenhuma e encontrei exatamente o que eu queria. Pessoas com um 'feeling' que eu nunca tinha visto e pra encerrar um reveillon que ficou guardado na história, as vezes começo a rir sozinho me lembrando desses dias. De todas as correrias, de toda a areia, de todo o sol, de todas as pessoas.
E de que somos MUITO maiores do que as coisas e pessoas que nos incomodam, somos MUITO maiores que os nossos problemas.
As promessinhas de fim de ano nunca foram feitas, as metas estabelecidas? Também não.
Mas quem se importa com isso?
Som?
Otherside - Red Hot Chili Peppers

22 de julho de 2010

Uma foto, uma história I

Pega a foto mais jéca tá?
(até por que, com todo o respeito, estávamos no interior do interior de São Paulo)
Tá!
Hm, por onde começar? Capão Bonito/SP - Junho de 2009 (não me lembro do dia)
Bom nessa hora aí, exatamente nesse momento. A nossa vibe já tinha ido pro saco, já havíamos partido alguns corações e os nossos também. Já não havia mais força (pelo menos pra mim) de suportar aquele universo por muito mais tempo, nos olhávamos sem paciência e bem  humorados com sempre, seguíamos patifando, mas bem de leve.
Uma trip que nunca pensei que ia fazer de novo. Depois de um "evento" e um sonho bom, alguns dias depois o telefone toca e eu escuto um:
"O tchula, tô pensando em ir pra Capão. Vamo?"
Pensei - Só pode estar maluco! E a resposta foi quase imediata.
"Vamo."
Um tiro no escuro, escuro que nós mesmos criamos e que na verdade era uma fogueira, uma grande fogueira de São João. É em situações assim, que aprendemos, que no fim das contas, as vibes duram o tempo que tem que durar, os amores ferem o tempo que tem que ferir, somos convincentes até o limite social que (sempre) existe e o dinheiro dura o suficiente para manter essas coisas até o tempo certo.
E quando o tempo termina?
Arruma-se a mochila e vai-se embora.
E o som?
Por que marcou esses dias em todos os sentidos. hahahahahha.
Pedra Letícia - Como que oce pode abandona eu?

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