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24 de julho de 2011

Sujo.

Começo a semana com uma máxima do Rugby que diz assim:
"Não perca seu tempo jogando sujo. Às vezes você está sobre a pilha de corpos, outras vezes você estará sob ela. O jogo dura 80 minutos, e no fim, se alguém atingiu você, ou você ou algum dos seus companheiros acertarão ele forte o suficiente para machucá-lo ao menos uma vez antes do fim da partida."
Independente do que se acha, do que se quer, ou do que se vê.
Exercitar o certo e dar exemplo é (sempre) a tarefa mais difícil.


o salve. Não só pra quem critica, mas pra quem aponta soluções.

um som. Muito batuque pouco Samba. Qualidade sempre.

Arlindo Cruz - A festa é da massa
"Quem sabe a falsa alegria
Que você tanto irradia
Não seja fruto do medo
Que um dia eu venho a saber
Que o seu reinado está perto do fim
Você não é nada sem mim"


a frase. e a única coisa que passa na minha cabeça agora é: "I'm gonna get better, I'm gonna get better, I'm gonna get better."

2 de janeiro de 2011

2011. O Primeiro.

      Olááááá (enfermeira!) dois mil e onze! (Quase) voltando as atividades (a)normais começamos 2011 nA Patifaria com o pé direito. Dando tchau para os fantasmas de 2010 sem pestanejar. Com tudo pra dar certo (mesmo com todas as tentativas até agora ainda não dando #Fail), teremos algumas novidades por aqui, explorando outros lados e ete céterá e tal. Até porque já deve ter gente de saco cheio das coisas que eu escrevo por aqui. ;-D
Tchau!
      That's all folks! Pelo menos por enquanto. Para todas as pessoas especiais (pelo menos pra mim) desejo um Feliz Ano Novo com muito mais certezas do que dúvidas. Para toda família Charrua um 2011 repleto de conquistas, dentro e fora de campo (#VamoLocoFeelings2011). E o resto, é o resto. ;-)
som, som, som? Eita nóis em... 
Foo Fighters - All My Life
"All my life I've been searching for something
Something never comes never leads to nothing
Nothing satisfies but I'm getting close
Closer to the prize at the end of the rope"

"All night long I dream of the day
When it comes around then it's taken away
Leaves me with the feeling that I feel the most
The feeling comes to life when I see your ghost"

frase, frase, frase?
"Antes de tentar arrumar o mundo tente arrumar seu próprio quarto."

Breve como um beijo roubado e um abraço as 4 da manhã? não.

22 de dezembro de 2010

Dois mil e onze

      Descansa guerreiro, descansa sem olhar pra trás, descansa nesse breve tempo. Dorme tranqüilo pelo menos esses dias, pois os desafios só estão te esperando.
      As batalhas mais duras da tua vida já tem data e hora marcada no ano que ainda nem começou. No ano em que palavras como: Foco, disciplina, dor e respeito terão dimensões e significados que ainda nem se imagina.
Longe de qualquer maldição que aprisione minha alma e meu coração
      A hora de descansar é agora, recarregar baterias para não deixar nada inacabado no ano que está por vir. E o vento da mudança começa a fazer a curva. Com a mochila arrumada e tudo na feição a caravana parte encerrando aqui A Patifaria em 2010. Não digam que eu não avisei. O vento bate forte. Até ano que vem.

e o som? O último som de 2010 vai ser SAMBA. (#Fato consumado!)

Jorge Aragão e Leci Brandão - Do fundo do nosso quintal
"Mais um pouco e vai clarear
Nos encontraremos outra vez
Com certeza nada apagará
Esse brilho de vocês
O carinho dedicado a nós
Derramamos pela nossa voz
Cantando alegria de não estarmos sós"


A frase. "Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento" - Érico Veríssimo

27 de outubro de 2010

Natureza, (sua!)

"Os índios no Brasil eram para ser tal como os orientais na China."
e A Patifaria pergunta: Qual a sua natureza?
     Não leve tão a sério a frase inicial, ela só serviu para abrir um pouco mais a mente. Me deparei com ela em algum lugar do centro da cidade.(novidade)
     Não vamos muito longe dentro deste contexto, em qual lugar você se sente realmente confortável? A vontade? Onde você se sente em casa? Até onde vai a sua zona de conforto? E até onde você tem condições de zelar/bancar por ela?
      Certa feita em uma palestra pós seletiva, ouvi de um cara com um sotaque francês, que temos que sair do nosso habitat natural, da nossa zona de conforto, para conquistarmos novos horizontes e nos transformarmos em campeões. O tal sotaque francês era de Pierre Paparemborde, (hoje) ex-treinador da seleção brasileira principal e na época foi campeão Sul-Americano de Rugby Divisão B em cima do anfitrião e favorito Paraguai numa final que mostrou o potencial do rugby brasileiro.
Seleção Brasileira de Rugby - 2008
Claro que este é só um exemplo, os nossos objetivos muitas vezes estão lá fora e muitas vezes ficamos aqui dentro.
Saia da zona de conforto!

E o som?
Uma pequena consideração ao integrante da banda Calote Samba Rock. Matheus que infelizmente faleceu em um acidente de carro na madrugada do último final de semana e anda fazendo falta pra muita gente por aqui, tenho certeza disso.

Calote Som Brasil - Céu Chora
"O céu chora
E a motivação vai embora
Cada segundo é uma hora
Em que estou aqui dentro e você aí fora"

"Eu sei que a vida passa e bonança vem
Te espero na próxima semana ou na vida que vem
Fé não se explica, apenas se sente
É isso que eu tenho por ti no coração e na mente"

E a frase?
"Life is a contact sport - Forever Strong"

11 de outubro de 2010

Personalidades II: Nelson Mandela

Quebrando um pouco o clima pesado que andava por aqui (não).
Seguimos com a série Personalidades. =D
E se você fosse preso e sentenciado a prisão perpétua, escapando de uma pena de enforcamento, acusado de planejar ações armadas, sabotagem, conspirações, terrorismo, entre outras verdades ou não. E depois de 27 anos a liberdade chega, por ordem do presidente (branco) da época (1990).
Logo em seguida se assume a presidência (só) da África do Sul (maio de 1991) em meio ao Apartheid (divisão política e racial sul-africana entre brancos e negros). Tendo que solucionar todos esses problemas sendo o primeiro presidente negro do país. Complicado?

Se fosse fácil não teria graça alguma, Mandela apostou suas fichas nos Springboks (seleção sul-africana de rugby) para ganhar a Copa do Mundo de 1995 na África do Sul. Fácil? Vale lembrar que o rugby na época era considerado esporte branco e que a seleção não era lá uma Brastemp.
Para quem não assistiu o filme Invictus, fica uma ótima referência com essa história que marcou o início da unificação da África.
"Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso
A qualquer deus - se algum acaso existe
Por minh’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos
Sob os golpes que o acaso atira e acerta
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa
Porém o tempo, a consumir-se em fúria
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino
Nem por pesada a mão que o mundo espalma
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o capitão e comandante da minha alma.
"
(Invictus - William E Henley)

8 de outubro de 2010

Cada Momento (Every Moment)

E a pergunta da vez é:
Quanto tempo você perde com o que (ou quem) não vale a pena, em lugares que não te acrescentam nada? Ou melhor. Quantas vezes você pensa: "que vontade de ir embora", já decepcionado com alguma situação?
Nos acostumamos a criar expectativa em cima de determinadas coisas e pessoas, sempre superestimando as possibilidades que surgem a cada momento.
Depois de cair na dura realidade de novamente, nos esquecemos de valorizar os momentos certos, os que mereciam devida atenção. Pois estamos decepcionados com as expectativas criadas e absolutamente sem resposta. (complicado não?)
E o conselho da vó é: Tente aproveitar cada momento positivo ou negativo (não importa), de uma forma ou de outra, cada momento (bom ou ruim) vai te (ensinar) acrescentar algo de positivo.
É um exercício que aos poucos precisamos colocar em prática.
Dentro dessa Patifaria uma propaganda da Heineken Cup (campeonato europeu de rugby) que retrata bem (em outro contexto)

"Every 6am. Every 13,14,15. Every Impact
Every Error. Every Error Rectified. Every Last Ounce
Every Big Move. Every Dream, Come True. Every Last Detail
Every Doubt. Every Hope. Every Fear. Every Packed House.
Every Kick Off. Every First Hit. Every Success.
 Every Failure. Every Second. Every Emotion.
Every Moment"


E o som?
Pra abrir os trabalhos do final de semana/feriado com uma vibe boa, agente coloca um David Guetta.
David Guetta feat Kid Cudi - Memories

15 de agosto de 2010

Final: Farrapos 9 x 0 Charrua

Perdemos, perdemos por que fomos piores que o adversário. O melhor ganha e o pior perde como já escrevi por aqui em um passado recente. Os quinze índios deixaram tudo que podiam em campo (dentro das condições da situação de jogo), foram quinze gigantes os 80 minutos. Parabéns ao Farrapos (campeão gaúcho de rugby 2010) que aproveitou bem suas oportunidades e marcou.
Com relação a Rugby mesmo, essas são minhas considerações.

Parabéns as torcidas de todas as equipes que encheram a arquibancada do estádio da PUC, criando uma atmosfera de Rugby jamais vista aqui no sul.
Caímos, mas caímos em pé, com a cabeça erguida e sem parar um minuto.
"Con esta remera no te cansas nunca."
Tenho orgulho dessa família, um orgulho sem restrições, uma família que me acolheu no início de 2006 e que até hoje faz parte da minha vida.Serei Charrua, seja longa a jornada, seja dura a caminhada, Charrua no peito, na pele e na alma, no grito e nas palmas, serei Charrua!
"Volveremos volveremos
volveremos otra vez
volveremos ser campeones
como en la primera vez"
Jamais entregue estará aquele que sempre peleia!
Na boa e na ruim.
CHARRUA.

13 de agosto de 2010

Charrua vs Farrapos - Final

Amanhã é o grande dia.
Final do campeonato Gaúcho de Rugby.
Segue um trecho de um texto transmitido por Gabriel Bolzan Motta, nosso pontinha que em pouco tempo conseguiu mostrar que tem sangue vermelho e azul e coração de índio.
Força Gabriel, estamos contigo!

"Joguem com vontade: vontade de ser os melhores, vontade de chegar no lugar mais alto, vontade de poder largar o grito de CAMPEÃO!
Joguem com garra: com a garra de quem tira um metro quadrado de grama em cada arrancada.
Joguem com determinação: determinados a alcançar o in goal do adversário, determinados a não deixar passar ninguém pela linha de defesa e de passar sempre pela linha de defesa deles.
Joguem com raça: raça pra fazer os gordos empurrar um scrum que pese 2 toneladas, como se fosse um saco com penas, raça que vai se transformar em tackle sempre que houver um ataque do time adversário, raça que vai se tornar um urro de força traduzido em cada movimento.
Joguem com confiança: confiança que vai brilhar no olho em cada contato, em cada corrida, e que vai transformar nosso time numa seleção.
Mas, acima de tudo, joguem com paixão: porque somente os apaixonados podem fazer qualquer coisa, porque somente os apaixonados alcançam qualquer objetivo, porque somente os apaixonados tem tudo sem ter nada; Joguem com paixão porque somente os apaixonados chegarão à glória!
Esse time é grande, é forte, é unido. A alma do Charrua é transmitida para todos os que chegam novos ao clube. Digo isso por experiência própria e acredito que muitos afirmariam o mesmo no meu lugar. Em campo, mostrem essa alma, honrem essa alma!"
Seja o que Deus quiser, nós somos capitães do nosso destino e faremos de TUDO para conseguir nosso objetivo.
Boa sorte a toda família CHARRUA!

"Mas antes de me julgar por isso, me julgue pelo amor que tenho pelo velho índio Charrua e se um dia tu sentir um pouco desse amor que eu sinto terá todas as respostas que necessitas."

NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!

2 de agosto de 2010

Charrua 13 x 10 San Diego

Chegamos, depois de passar muito trabalho, algumas lesões, um pouco de suor, sangue, lágrimas. Depois de muita determinação, comprometimento e claro CORAÇÃO, muito coração.
Chegamos, estamos na final. No dia 31 de Julho o Charrua Rugby Clube entrou em campo contra seu rival San Diego, o clássico já tinha ocorrido para cumprir a tabela do campeonato a quinze dias atrás com vitória Charrua por 15 a 12. Mas este jogo meus amigos, este era diferente.
Além de ser um Clássico era a semi-final do campeonato Gaúcho. O trabalho de todo um semestre estava em jogo, para os dois clubes.
Fotos por Fernando Banzi
O horário de saída da delegação vermelha e azul estava marcada para 12:00, quando acordei abri a janela e vi a (ainda) leve chuva que caia, o pensamento veio rápido -Vamos ganhar está merda-. Confiando como sempre no trabalho dos gordinhos, até por ter jogado de half um belo de um tempo tenho simpatia pelos oito primeiros (rá!).
E com essa confiança saí em direção ao ponto de encontro, chegando lá era nítida a impressão de que o dia seria diferente, de que não era um sábado normal.
Algumas pessoas agitadas, outras apreensivas e outras nem dando bola. Quando chegamos ao campo de jogo a chuva já apertava um pouco e o jogo não demorou a começar, ficamos em um lugar que dificultava um pouco a visão do jogo em si (atrás do in-goal), mas que no final (pelo menos pra mim) fez a diferença.
Com a chuva já bem forte e completamente inquieto, não conseguia ficar no local coberto junto com nossa torcida, colei na grade como de costume, pegando chuva ou não isso não importava no momento.
No primeiro tempo atacamos para o lado oposto a torcida, numa jogada bem trabalhada dos nossos queridos gordinhos saiu ainda no primeiro tempo o Try do Charrua, ouvi apenas o apito continuo do arbitro. TRY! Um pouco distante dos paus e devido as condições de chuva, não convertemos 5x0 Charrua! A resposta adversária demorou um pouco para vir, mas veio. Rápidos e bem entrosados, em uma jogada pelo lado fechado, saindo da base de um ruck o San Diego marcou seu único try da partida, acertando sua conversão passava na frente no placar 7x5 San Diego. Fim do primeiro tempo.
Fotos por Fernando Banzi

Estávamos perdendo e fora do campeonato, mas antes deste pensamento martelar na cabecinha de vento aqui o segundo tempo começou. Quando olhei para o lado haviam muito mais pessoas na chuva do que eu imaginava.
Charrua agora atacando para o in-goal onde estávamos, um penal muito bem chutado para a lateral, nas 5 adversárias. Neste momento todos gritavam em uma só voz CHARRUA! CHARRUA! CHARRUA!
Sem parar um instante.
Line-out ganho no primeiro elevador, um maulzinho seguiu quase saindo do campo, girou na hora certa, e foi girando, girando, girando, avançando, avançando, avançando. Todos ainda gritavam quando a bola foi apoiada no in-goal, o apito anunciou. TRY! E a torcida veio a baixo, os gritos que ajudaram nossos gordinhos a empurrar e definir a jogada em TRY. Try que novamente não foi convertido 10x7 Charrua. Nesse momento faltavam lá seus 10 minutos para terminar, coração na mão. Um momento de nervosismo dentro de campo. Penal! Convertido pelos queridos. 10x10.
Fotos por Fernando Banzi
As vozes eram incessantes "e agora?" "serão dois tempos de dez minutos!"  Prorrogação com morte súbita. Quando ouvi isso gelei. Fim do segundo tempo.
O primeiro tempo da prorrogação começou, com chances para os dois lados, com penais cobrados rápidos e chutados aos paus, nenhuma das duas opções com sucesso. Nervoso, Charrua atacava novamente para o outro lado e o tempo voava.
Fim do primeiro tempo da prorrogação.
Quando o segundo tempo começou, não parávamos de gritar e cantar. Charrua ganhava espaço com os gordinhos, martelou, martelou, martelou. Penal! Um pouco longe, cobramos rápido e jogamos. Avançando devagar e o relógio correndo rápido, mais um. PENAL! Esse mais perto.
"Paus! Pede paus!" todos gritavam.

Juan ajeitou com carinho. Olhou bem para o H que estava bem na minha frente. Neste momento eu já estava encharcado, ajoelhado com uma bandeira do Charrua nas mãos. sem tirar o olho do H. Juan se movimentou em direção a bola e chutou. Ela subiu, subiu, subiu e veio perdendo força mas veio. A bola que parecia não entrar acabou morrendo dentro dos paus a centímetros da trave. O apito final veio logo na seqüencia. 13X10 Charrua! Em uma atmosfera inesquecível.
Fotos por Fernando Banzi

Agradeço ao meu clube por me proporcionar estes momentos, pois todos Charruas sabem o que passamos, a renovação veio, a adaptação demorou.
E os resultados que marcam um recomeço chegaram. Sabemos que não termina aí, que ainda há muito a ser feito, mas por agora.
Obrigado.

11 de julho de 2010

O melhor perdedor e o pior ganhador

O que marca um recomeço? Situações? Mudança de algumas posturas? Fatos?
Resultados.
Resultados marcam, mostram e provam.
Resultados negativos ou positivos, não importa, eles marcam. Marcam pessoas, marcam equipes, marcam clubes, marcam suas histórias.
Resultados mostram, mostram o rendimento, mostram a existência (ou não) de um recomeço, mostram a existência (ou não) de uma mudança de postura, mostram as situações.
Resultados provam. Provam a mudança de postura (ou não), provam um recomeço, uma arrancada, um gatinho virando um leão (ou não). Resultados não são por acaso, equipes não perdem ou ganham pelo destino, não na nossa realidade, não nos dias de hoje.
"Perdeu, perdeu por que foi pior"
"Ganhou, ganhou por que foi melhor"
Fim de papo.
E o som.
Dead Fish - Queda Livre
Um hard core underground pra calcificar ossos quebrados, curar lesões antigas e trazer a mulher amada em três dias
(tá mentira).


20 de junho de 2010

É Complicado

Minha história começa numa manhã apática de quinta-feira, quando fui parar no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, devido a uma amigdalite FORTE que sobreviveu a um tratamento com amoxicilina de 7 dias e voltou pra ficar. Com muita dificuldade para respirar e com muita febre, cheguei ao HPS sozinho, no peito e na raça. Após esperar (muito), exame de sangue, injeções, salas de atendimento clinico e o escambal. Saí de lá com uma receita de um novo antibiótico, já eram 14:30. Fui pra casa e fiquei de molho até sábado pela manhã, sem sinal algum de melhora, parecia que tomava comprimidos de farinha.
Sábado chegou, levantei cedo e nada de melhorar. Já havia compromissos marcados. Charrua vs Farrapos em São Leopoldo, não fui convocado para este jogo, também não tinha condição alguma. Mas queria ir, assistir, ajudar, apoiar no jogo mais importante do ano até agora.
SIM, eu não me alimentava desde quarta feira a noite e o tempo pra dar uma forcinha fez questão de mandar MUITO mais chuva. E no peito e na raça de novo fui para São Leo, sem voz pra torcer, sem força pra ajudar, vencido. Mas fui, fui por que acreditava no meu clube, fui por que era importante pra mim e pra minha família.
Sábias palavras do Alemão: "Muito por um time, TUDO pela família."
Sobre o jogo? Foi bom, fortemente dominado pelos gordinhos, tanto do Farrapos, quanto do Charrua. Foi um espetáculo, de alto nível, muitos tackles de cartilha, uma verdadeira aula de rugby.
Não vou criticar arbitragem, muito menos a condução do jogo (cartões amarelos, vermelhos e penais). Na metade do primeiro tempo com um penal convertido Farrapos saia na frente 3 x 0. O jogo foi ficando nervoso, eu fui ficando nervoso. Fim do primeiro tempo com o mesmo placar, me sentei já cansado, já febril. Mas ainda acreditava. Ficava passando na minha cabeça nosso grito de guerra: "Não tá morto quem peleia!", "Não tá morto quem peleia!", "Não tá morto quem peleia!".
Começou o segundo tempo, quando comecei a me desesperar e o olho lacrimejar aos 30 do segundo tempo: Penal! Saí dez metros Farrapos!
Blanquito pede para chutar aos paus. Bêlo ajeita com carinho. Estava perto, mas na chuva e na dificuldade do jogo parecia tão longe. Bêlo toma distância e concentra. Apertei as mãos, deve ter durado 12 segundos. Mas foram os 12 segundos mais longos do jogo.
Penal convertido. Charrua 3, Farrapos também 3. Eai eu já nem sabia onde estava, muito menos a amigdalite. No meio de um ruck, um pisão e uma reclamação. Cartão Vermelho Charrua! Voltei a apertar as mãos, o cronômetro corria devagar. "Quanto tempo falta? 5 minutos! Vamo Charrua vamo!" Sem uma palavra. Apreensivo, assisti o jogo nervoso que se encaminhava a um empate. Passando a linha das 22 Vermelha e Azul. Offside no chão. Penal! Sai dez Charrua! Não acreditei. No meu relógio faltavam 3 minutos. Ouvi o juiz dizer que era a ultima bola do jogo.
Penal convertido 6 a 3 Farrapos. Fim de jogo.
Muito mais forte que eu, veio o choro, a febre, a dor. No ultimo minuto. De uma forma imparcial? Literalmente emocionante.
A moral da história é: Até onde se vai, pelo que se acredita? Pelo que se ama? Coisas ou pessoas (não importa)
É complicado.

8 de março de 2009

Os heróis nunca morrem

Não falo apenas de Ronaldo Nazário "Fenômeno", que fez seu primeiro gol pelo Corinthians no final de semana que passou, empatando o clássico contra o Palmeiras em 1x1 aos 47 minutos do segundo tempo, falo de todos os nossos heróis, que não importa a idade, raça, cor, credo. Nunca morrem.
Vemos no ano de 2009 o retorno aos gramados de alguns vencedores que marcaram história em seus clubes e seleções. E que não conseguiram ficar longe das atividades esportivas.
Agustín Pichot, capitão do selecionado de rugby Argentino, protagonista da excelente campanha dos Pumas na Copa do Mundo de 2007, que resultou o Terceiro Lugar e a medalha de bronze. Se aposentaria logo após a Copa, e retorna agora para o clube que o colocou em nivel internacional, Stade Français.
Em entrevista a revista Fargo ele conta por que a decisão de retorno aos gramados:
"Egoístamente, quería darme el gusto de entrenar una vez más y, si puedo, también de jugar…"

Ainda na França, temos Tana Umaga sendo contratado pelo Stade Toulousian, como manager, tentou largar as atividades como atleta ativo em um clube, mas não conseguiu ficar muito tempo longe. Voltou para a temporada de 2009, já estreiando contra o Stade de Agustín no dia 20 de fevereiro de 2009. Tana Umaga foi capitão da seleção da Nova Zelandia de rugby de 2002 até 2006.
O tempo pode passar para alguns, mas os nossos heróis, aqueles que admiramos independente do esporte, e de seus feitos, esses nunca morrem. Estarão sempre vivos na lembrança, das alegrias que já proporcionaram.

6 de março de 2009

Temporada 2009 - Calce sua Chuteira

Oficialmente estará aberta a temporada 2009 do Charrua Rugby Clube nesse sabado. Os treinos começam a partir da 13:00, na Escola de Educação Física da UFRGS (ESEF).

Está na hora! Calce sua chuteira, coloque sua camisa de treino, meião e calção de jogo, molde o protetor bucal, compre anti-inflamatório, esparadrapos e até mesmo vaselina. E venha munido de muita vontade, força e coração. Pois a temporada está só começando! Esse 2009 promete no rugby Gaúcho, e principalmente no Charrua, campeonatos, viagens, giras, torneios, compromissos que irão marcar a vida de cada atleta na temporada.







A família Charrua te espera com os braços abertos, pra iniciar a temporada conosco, e sentir de perto o real espirito do rugby, fora todas as alegrias que o rugby te proporciona.


UNIÃO, VONTADE, AMOR AO CLUBE, RAÇA, CONFIANÇA, CORAGEM. São apenas algumas palavras que definem esse esporte que é apaixonante.
"Ser ou não ser rugbyer, essa é a questão. Pode-se nascer rugbyer como pode-se nascer inglês, francês ou espanhol. O Rugby não se resume a uma atividade esportiva, apaixonante mas limitada. O Rugby é um destino, determina toda a existência. Deste Dom herda-se o bem que se adquire em virtude de um privilegio inexplicável. Como uma graça, este Dom tem somente alguns eleitos. O mundo divide-se em dois: os que são rugbyers e os que não são."

5 de março de 2009

O Centroavante e a camisa 10.

Agora sim uma estréia! E eu avisei! Alecsandro! Alecsandro! Pra alegria do Beira-rio nessa quarta-feira! Em dez minutos em campo ele marca!
Aos 18 minutos Tite tira Bolivar improvisado na Lateral direita desde o ano passado, e coloca Alecsandro e aos 28 minutos ele marca, jogada de Nilmar, bola na trave, volta no pé do centroavante de oficio, que estava bem posicionado.
E eu volto a dizer!
Eu avisei que esse cara não era banco! Não podemos deixar de falar na atuação amarrada de Andrezinho, e na grande participação de Giuliano que entrou no seu lugar, também na segunda etapa, incendiando a meia cancha.



Agora um detalhe que passou aos olhos de todos os colorados seria D'Alessandro com a camisa 10. Alguns gostaram, eu particularmente não, tira a originalidade do meia, que fez seu nome vestindo a 15. Sei que a camisa 10 não poderia ser um reserva, por todo o seu significado dentro do futebol, mas que coloque o Nilmar com a 10 então, já que a camisa 9 está carente de gols.

4 de março de 2009

Estréia

Pronto agora sim. Após poucos Prós, uns Contras e algumas insistências, abri minha lata de lixo verbal como dizem por aí. Munido de opiniões, sermões, palavrões e algumas sacadas clássicas. Apresento a todos: A Patifaria - No melhor sentido da palavra. Um blog sem objetivos, sem detalhezinhos legais no roda-pé e escrito por um cara sem dinheiro e que tem cara de sono mesmo acordado. Sem frescurinhas de blogs que mais parecem revistas de moda e comportamento ou algo que o valha. Vamos ver onde tudo isso vai parar.





A primeira pergunta que deve ser respondida seria: Porque o nome A Patifaria?


Procurando no nosso brother Aurélio agente acha os seguintes significados:


patifaria
s. f.,
ação própria de patife;
maroteira;
desaforo;
sacanagem;
malandragem;
traquinagem;
velhacaria.



E essa é a essência das letras escritas nesse blog, no melhor sentido claro.



Estou ciente de que a grande maioria desse post não vai ser seguido a risca ao longo da vida desse blog, mas todo blog tem seu primeiro post "enxe liguiça", e este é o meu. Estou ciente também que quase ninguem vai ler até o final, mas por favor vejam pelo menos as figurinhas. =) Já que não tens capacidade nem competência de ler até o final.








E pra não perder o costume, meu colorado entra na cancha hoje contra o União Rondonópolis-MT no Gigante da Beira-Rio, as 19:30 da noite, tendo que ganhar de mais de um gol para se classificar. Provavelmente com a seguinte escalação: Lauro, Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber; Magrão, Guiñazu, Andrezinho (Sandro) e D’Alessandro; Taison e Nilmar.


A novidade seria Andrezinho no lugar do volante Sandro, mais um meia pra criar e marcar. Vamos ver o que o Little Andrews é capaz de fazer. E se Tite dá oportunidade as promessas de 2009 que estão no banco (estréia aos 43 do segundo tempo não é estréia).


2 de março de 2009

Papai é o maior!




Artilheiro em Grenais, faz história na zaga Colorada, exterminando Chiquitas Tricolores. Índio é o nome dele!
















Antes de qualquer explicação de estréia do Blog, não me contenho e grito ao mundo, nas palavras dos jogadores ao fim do jogo "É TUDO NOSSO!"

Não adianta, clássico é clássico, e nós temos a vantagem, até que se prove o contrário. "Segue tua senda de vitórias COLORADO das glórias!"
Na boa e na ruim serei INTER!
Não canso de ver os gols com a narração do rádio. =D



Pronto agora puxo um clássico dos anos 90, cantada pela nossa torcida.

"Papai é o maior!
Papai é que é o tal!
Que coisa louca, que coisa rara!
Papai não respeita a cara!

Papai é o maior!
Mil vezes sem igual!
Jogo é jogado!
Não é chorado!
É colorado Internacional!

Mil vezes foi doutor!
Papai da tua razão!
É um rolo compressor!
É colorado INTERNACIONAL!!"

;)

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